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Rabiscos do Silêncio – Abrigar-se na ressurreição

Os efeitos da nossa existência dependem muito do sentido que nós damos a vida. Esse sentido precisa passar pelo exercício de uma fé viva e que transforme a consciência em um caminho que nos conduza a clareza da perceptibilidade, na segurança daquele que foi enviado de Deus pai para que nós também participemos dessa realidade com nosso amigo e irmão Jesus Cristo.

Mas precisamos valorizar essa presença com uma prática que condiz com essa realidade, fazendo a verdadeira comunhão da partilha num conjunto de ações que favoreçam a boa administração dos valores cristãos. Não ficar alheio ou recluso a tudo o que ele nos ensinou com a ampla liberdade para a manifestação do amor, pois quem ama compreende o sentido da revelação na sua vida, morte e ressurreição para o bem último que é a redenção da alma.

Nessa condição, precisamos caprichar para que essa revelação aconteça em nossa vida com atitudes que favoreçam o desprendimento do nosso coração, por tudo o que seja o indicativo de morte. E existem muitos sinais de morte que precisam passar pela reta avaliação de nossa livre consciência, pois ninguém pode se achar no direito de destruir vidas, por permitir com que as leis deste mundo prevaleçam sobre tudo que Deus organizou por meio de seu filho, Jesus Cristo.

Essa organização vai muito além da nossa presença física neste mundo e também da demonstração com tudo o que indica sacrifício humano, mas é uma condição que nos faz caminhar com segurança e percorrer caminhos que ele traçou para podermos participar, movidos pela esperança e fé desta certeza maior que é o acolhimento de Deus junto com nossas ações de promotores desta sua manifestação por nós.

Neste sentido, é necessário que saibamos trabalhar para um mundo cada vez mais justo e fraterno, pelo bom uso do valoroso instrumento que é a consciência, envolvendo-nos com as certezas que fazem buscarmos com coragem, determinação e entusiasmo a tudo o que fortalece nossa passagem terrena com serenidade, assumindo compromissos com a realidade das pessoas que estejam passando por conturbações da sua fé, marcando presença em suas vidas.

Também saber fazer a manifestação do silêncio interior e deixar o Cristo falar ao nosso coração sua mensagem de amor, pois existem muitos apelos que vêm carregados de imoralidades, dor, mentiras e que sufocam as verdades que estão escritas na transparência de Deus que nos ama com uma prática sólida e não na insegurança provocada pela violência, dos que causam desordem em nossa consciência, procurando apagar essa luz que brilha com intensidade em nosso caminho.

E nós precisamos alimentar essa certeza de que um dia também a nossa vida se transfigurará na ressurreição, tendo uma fé transparente que justifique a nossa presença nesta vida terrena como algo possível de ser alcançado. Mas é necessário compreender o valor desta vida na transitoriedade de nossa alma, pois aqui estamos de passagem e precisamos ser promotores de esperança. Não abusar do direto das pessoas que sofrem da desorganização social ou familiar, por apresentarem aspectos diferentes da normalidade.

É necessário compreender o sentido do perdão, pois é triste quando as pessoas substituem o erro por vingança ou condenação e ficam alimentando discórdia e frieza nas relações, causando grandes prejuízos aos seus corações, criando barreiras na exterioridade destas pessoas, as quais não conseguem vislumbrar a dimensão de integrar-se novamente. É preciso saber juntar as partes de um erro e olhar a vida pela clareza da luz divina, integrando-se a conversão de uma vida transformada com a melhor decisão.

Portanto, nada poderá nos amedrontar, nem mesmo a morte física, pois tudo se completará na realeza da vida com todas as coisas que tivermos feito com a consciência. E abrigar-se na ressurreição é saber viver conforme os desígnios de Deus. Alimentado nossa fé com ações que condizem com a realidade que Jesus nos ensinou e revelou. Fortalecendo a caminhada das pessoas que estejam necessitando de paz, amor e solidariedade em suas vidas. Não criar divisões, testemunhos falsos nem exploração entre as pessoas, pois isso prejudica a nossa caminhada com essa realidade que está ao alcance de todos nós, mas precisamos esforçar-nos para que tudo isso não seja em vão.

                  QUE A  PÁSCOA  CELEBRADA SIRVA A ESSE PROPÓSITO.

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