Rabiscos do Silêncio

Rabiscos do Silêncio – O sentimento de integração social

Quando se examina um grupo social: família, escola, clube de futebol ou igreja, fazemos uma análise superficial do fenômeno, descrevendo apenas o que vemos, sem chegarmos a essência do que significa a prática de uma convivência mais próxima da experiência humana.

E para conhecer um grupo social é preciso saber interpretar o que faz o grupo social ser e ter determinada relação de vida, ou seja, interpretar a alma desse grupo de pessoas e não de cada um dos indivíduos por si só.

E a essência desse grupo é o inter-relacionamento que une ou desune os diversos elementos do mesmo, mas que sempre parte da concretização de ideias. Assim por exemplo a comunicação, o diálogo,  o conflito, a cooperação, devem integrar o crescimento de tal grupo.

Neste sentido chegamos a um patamar mais amplo da integração social, o qual precisa ter uma avaliação própria, pois quando existe a união de classes em torno de um bem comum, tudo se torna mais viável para acontecer. O exemplo poderia ser o regime democrático, que é a forma de governo que estamos tendo no Brasil, mas o que se presencia são políticos colocados a serviço do capitalismo, ou de um grupo só, que cria as suas leis fazendo e desfazendo os compromissos coerentes com os direitos dos cidadãos. Consequentemente  se constata falta de investimentos para: educação, saúde e segurança, as bases da dignidade humana.

E a democracia precisa ser alimentada com amplitude de ações que contemplem os direitos e os deveres do povo em torno do trabalho, da alimentação e da inclusão. São as bases que fermentam mobilizações, protestos, participação, vontade, fé e esperança das pessoas em progredir em seus idealismos. Não de forma alienante, mas sim consciente de uma responsabilidade sempre mais robusta em valores a serem buscados e conquistados.

Há realmente democracia na sociedade brasileira, isto é, os diretos dos cidadãos estão sendo respeitados? Ou há enorme diferença entre justiça e privilégios? Quando mais o povo participa em torno da igualdade de direitos e obrigações tanto mais a democracia é honrada em seus valores. Não de forma uniforme, que se deixa envolver por padrões de políticos corruptos que enganam com mentiras, dominação e exploração, ferindo o a democracia por tais práticas abusivas de poder.

A distribuição de renda com justiça social faz parte da solidez da valorização na democracia, não deixando que o trabalhador seja explorado na função que desempenha.  Pois a Terra, com suas culturas, precisa estar a serviço de todas as pessoas e não ser a acomodação de poucos que criam suas leis para dominarem e explorarem os direitos que contemplam quem quer progredir com seu trabalho.

E quando se fala em exploração precisamos dar o sentido a essa palavra que é de reprovação. Reprovação por tudo o que se apresenta contrário aos valores dos direitos dos cidadãos.

Portanto, a verdadeira democracia só acontece quando todos os cidadãos se tornam sujeitos da sua própria história, pois todas as formações sociais possuem sua força de trabalho. E quando existe essa relação da conversão de ideias em torno do bem comum as responsabilidades aumentam. Não se pode sufocar a integração social com falsas mentiras, enganado o povo com a rotulação da sua imagem diante dos seus direitos e obrigações na sociedade.

Mas é preciso saber transformar todo o corpo social, através de uma educação  baseada no diálogo, com novas praticas democráticas. E as pessoas que aprendem a dialogar levarão essa prática a outros ambientes em que estiverem inseridas: às famílias, ao local de trabalho, às igrejas ou ao clube a que pertencem. Com vivências e convivências verdadeiramente comunitárias de onde poderão surgir transformações profundas de um espírito democrático, de acordo com realidade e as necessidades de todos e de cada cidadão.

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