Clique aqui para acessar

Rabiscos do Silêncio – Vencendo limites

O ser humano não pode ser considerado um observador com seu pensamento jogado a interesses voltados ao seu individualismo destruidor, mas deve ser participante que desenvolve a capacidade de integrar-se a tudo o que é verdadeiro, nobre e justo.

Nessas dimensões poderemos confirmar a abertura do amor que está presente no “tu” e no “ele” e se junta ao  “nós” convertendo-se então no ponto do despertar para essa integralidade de experiências da vida, as quais acontecem na transparência do saber envolver-se com o outro. Deixa-se assim de produzir informações erradas a respeito do que se passa nos sentimentos que não lhe pertencem e levam à destruição do idealismo consciente das pessoas.

E esse amor precisa ser abastecido com ideias renovadoras no espírito forte, decidido e verdadeiro, sabendo criar sentidos para os sentimentos transformadores, de forma  que produzam esperança em caminhos mais seguros, com horizontes mais definidos e não sufocar a permanência do outro em nós, pois todas as pessoas são fornecedoras de experiências de vida, sendo preciso sintonizar-nos com a grandeza reveladora que está presente na essência de cada ser humano.

Essa essência não pode ser limitada por escolhas erradas que fermentem exploração, ressentimentos e dor, pois cada ser humano tem um grande potencial e uma dimensão de terrenos fecundos que precisam ser bem cuidados com as sementes do perdão, integração e respeito. Esse cuidado foi banido da sociedade e substituído pela mentalidade da mentira, exploração e desencantos.

É preciso substituir esses limites do medo, dominação e preconceito que apagam e paralisam a manifestação do outro em nós. Respeitando o território de ocupação em que o outro estiver inserido, pois cada um de nós precisa ser respeitado com maturidade e não explorado em sua condição de liberdade.

Quanto mais eu amo um ser, mais eu participo da sua existência e transformo essa existência em fé, dinamismo e conduta. O amor cria raízes profundas de sentimentos verdadeiros, pois se ama com a totalidade merecida. É essencial tirar da consciência a forma doentia dos juízos secretos de manipular os defeitos, devolvendo a experiência da comunhão com a vida.

A pessoa que é sufocada por ações contrárias ao amor, torna a sua vida pesada, amarga e sem sabor, pois vive limitada ao seu próprio pensamento. Essas pessoas precisam readquirir os caminhos da confiança e da esperança. Mas é preciso oportunizá-las e ajudá-las a integrar-se ao convívio familiar e social. Não ignorar a ajuda de nossa mão amiga marcando a presença de um espírito consolador, sendo o representante na sua dor.

E quando nós temos acesso ao limite do ser humano, aceitando-o como ele é, vamos encontrar uma inesgotável terapia para os nossos sentimentos, pois cada pessoa traz dentro da sua interioridade um enorme potencial de transformar vidas. Como uma linda fonte de águas cristalinas, quem aprende a compartilhar os seus sentimentos, não suja essa água com a poluição da indiferença, exploração e  preconceito, mas ajuda com a sua experiência as pessoas que estiverem necessitando fazer uma limpeza em suas fontes, renovando a beleza da vida.

Precisamos compenetrar-nos com a utilidade das pessoas na transitoriedade dos seus limites, não asfixiar as suas fragilidades e dores sentidas, mas abrir-se ao novo, pois muitas vezes as pessoas tristes interiormente, precisam de nossa ajuda na difusão de sentimentos renovadores, que tragam caminhos de esperança, bem estar e motivação. Precisamos ter ação do compromisso no engajamento decidido a ajudar. Assim o outro será olhado como um ser amado e que transcende os limites de sofrimento permitindo-lhe devolver a liberdade de integração com a linguagem da acolhida.

Fechar
%d blogueiros gostam disto: