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Rabiscos do Silêncio – Paz na Terra

 

A paz é um estado de espírito que nos faz sentir uma profunda sintonia entre o nosso “eu” pessoal e o “nós”  coletivo. E somando-se a isso vem a liberdade de escolha que precisamos imprimir em nossa vida para que possamos viver com equilíbrio na manifestação da pureza dos nossos sentimentos.

É tão maravilhoso quando existe a manifestação do outro ao qual podemos confiar nossas dores, sofrimentos, tristezas e alegrias, sabendo ouvir e falar num diálogo franco, aberto, sem cobranças ou julgamentos, numa grande transmissão de experiências  que a pessoa onde a pessoa se faz presença marcante e contribui para a melhora da sua autoestima através da abertura de caminhos  mais seguros e esperançosos para qualquer estado desorganizado ou depressivo em que por ventura estiver mergulhada.

No nosso cotidiano cada vez mais agitado, corremos pelo tempo que ocupamos para sustentar-nos no trabalho ou em outras atividades que atraem pela oferta da facilidade tecnológica. Deparamo-nos com pessoas que sofrem pela falta de paz em seus sentimentos, pois se habituaram a preencher seu tempo tão precioso de forma equivocada e acabam por encontrar nesta oferta um desiquilíbrio em seus pensamentos. Há tanto que se fazer que faz-nos bem e precisamos nos dispor a buscarmos essas novas fontes da comunicação, mas é preciso saber organizar o tempo presente, para abastecer-nos dos recursos que a vida oferece em todas as dimensões e não sufocar o diálogo franco e aberto com a pessoa que estiver a nossa frente.

Mas quando falta a verdadeira paz, é porque alimentamos outros pensamentos que desiquilibram a convivência familiar e social. Esses pensamentos estão ligados a falta de compreensão, com direcionamento à exclusão e ao descompromisso com a busca da fé em Deus. Tudo isso se torna algo muito perigoso, pois se abre o caminho para a vaidade, prepotência e a exploração de sentimentos. Esse tipo de sofrimento traz grandes  prejuízos às pessoas que cultuam em seus corações o diálogo, a sinceridade e a serenidade, pois em certos momentos recebem cargas muito pesadas e consequentemente passam a viver amarguradas, tristes e deprimidas.

Precisamos refazer o sentido da paz, procurando desfazer tudo o que atrapalha a convivência entre as pessoas. Trabalhar pela integridade da justiça social numa prática que fermente a organização de uma sociedade mais honesta em todos os setores, pois muitas vezes a palavra PAZ é usada no sentido teórico para encobrir as formas silenciosas da corrupção, da mentira, da imoralidade e da ganância que muitos transtornos  tem acarretado à humanidade, principalmente às pessoas mais humildes.

E a paz precisa ser conquistada com as fontes do saber, numa conjuntura de responsabilidades que proporcionem uma maior abertura ao coletivo, com menos violências: físicas, psicológicas, morais, emocionais, com pessoas mais equilibradas que saibam valorizar a vida, as quais não suguem a tranquilidade e a transparência daqueles que fazem com o suor do seu trabalho a organização de uma sociedade mais justa e fraterna.

Porém, quem tem paz em seu coração é capaz de organizar a sua consciência para a manifestação da vida em todas as situações e não oculta a verdade para dirigir o seu olhar ao julgamento sobre as pessoas.  Nem usa artimanhas para sufocar a liberdade de crescimento moral do seu semelhante, mas sabe desarmar as mãos para tudo o que indica: vingança, ódio, ciúme ou vaidade. E orienta a sua convivência para as coisas de Deus, encontrando facilidade para inserir-se no conhecimento da luz da verdade.

Portanto, a paz deve nascer ainda no ventre materno e se perpetuar pela vida inteira. Mas também precisa ser justificada com responsabilidade de saber alimentá-la com amor, trabalho, alegria e diálogo todos os dias. Com essas quatro dimensões a vida ganha o verdadeiro sabor, pois onde existe paz, tudo se renova e se autodomina por uma consciência livre e aberta a novas experiências, com a prática duradoura e otimista, eliminando todas as amarras que a desconfiança impõe às pessoas.

E a Terra em sua totalidade também precisa de paz, pois ela nos fornece tudo para que possamos viver uma vida plena com todas as exigências do nosso corpo. Temos a natureza que está a nossa disposição diuturnamente nos fornecendo água, sol, ar, que vem para nos dar e transmitir vida. Quanta violência da poluição com agrotóxicos, desmatamentos, queimadas, poluindo todo o ecossistema que precisa de respeito, integração e inclusão, está sofrendo. Com isso aumenta o número de pessoas depressivas, violentas, com problemas de saúde, inclusive o aumento dos casos de câncer.

O nosso estômago também precisa de paz, ingerindo alimentos sadios, livres de agrotóxicos, que transmitam vida e que sustentem o funcionamento dos órgãos, células e tecidos do nosso corpo.  E não de alimentos que provoquem a violação à saúde das pessoas.  Precisamos repor a ideia de caminhos mais seguros com o cultivo das sementes orgânicas (crioulas), que respeitam toda a natureza.

A paz faz bem a todos nós, mas precisamos senti-la em todas as dimensões, tendo amor à natureza, as pessoas e a Deus. Com entendimento, fé, perdão e diálogo poderemos  sempre confirmá-la em nosso coração.

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