RS é o 2º Estado com maior número de crianças e adolescentes a espera de cirurgia pelo SUS

 

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Até junho deste ano, 2.128 crianças e adolescentes aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) por cirurgias eletivas no Rio Grande do Sul. O número inclui pacientes – entre zero e 19 anos – que esperam desde 2005 para fazer cirurgias como de amígdalas, adenoide, postectomia e correção de estrabismo. Sendo que do total, 1.066 procedimentos são referentes apenas ao ano de 2016.

A idade dos pacientes foi dividida entre menores de um ano (74); 1 a 4 anos (445); 5 a 9 anos (706); 10 a 14 anos (376); e 15 a 19 anos (527). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, os procedimentos mais demandados são o de retirada de amígdalas e adenoides, que somam 1.072 pedidos.

São 217 municípios do Estado com pacientes na lista de espera do SUS. A cidade com maior demanda é Caxias do Sul, na Serra gaúcha, com 269 crianças e adolescentes. A lista segue com Farroupilha (179), Passo Fundo (106), Porto Alegre (93) e Gravataí (89).

RS tem a 2ª maior lista de espera do País

O Rio Grande do Sul é o segundo Estado com o maior número de pacientes na fila de espera de cirurgias, ficando atrás apenas de Minas Gerais – com 53.653 procedimentos em 705 municípios mineiros. Em terceiro lugar no ranking está o Ceará com 1.900 cirurgias. O levantamento é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que aponta que no Brasil são cerca de 68 mil crianças e adolescentes na fila do SUS.

O número se refere a dados oficiais repassasdas por secretarias de saúde de cinco estados e quatro capitais brasileiras. De acordo com a pesquisa, a maioria dos estados e capitais tem dados parciais sobre a demanda ou nem sequer os possuem. Em muitos casos, essa responsabilidade pela regulação é transferida aos hospitais, que definem suas próprias prioridades.

Para a SBP, apesar da amostra ser pequena, os números não deixam de ser alarmantes. “Estamos falando de uma população que deveria ser tratada como prioridade pelo governo. Ao relegar essas crianças e adolescentes em filas longas, os gestores estão expondo-os a doenças e comprometendo sua qualidade de vida. É desumano com eles e com suas famílias e uma irresponsabilidade para com o País”, denuncia a presidente da SBP, dra Luciana Rodrigues Silva.

O número representa pouco menos de 10% do tamanho da fila de cirurgias eletivas represadas no País. Segundo as informações coletadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), há 904 mil casos desse tipo no País, resultado da soma dos números disponibilizados por 16 estados e 10 capitais.

Entre a população infanto-juvenil, as áreas que mais recebem demandas para cirurgias eletivas são ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia e cirurgia vascular. Das 68 mil crianças identificadas pela SBP, 36 mil têm menos de 10 anos e quase mil sequer completaram um ano de idade.

 

Fonte: Correio do Povo

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