Rabiscos do Silêncio: O Veneno da Cobiça – Portela Online
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Rabiscos do Silêncio: O Veneno da Cobiça

 

Toda cobiça nasce do mau uso da nossa consciência desejando tudo o que não pertence a nós. E poderá acarretar grandes prejuízos para as famílias e a sociedade. Traz muitos males dentro de si, pois se alimenta das sujeiras que se transformam no lixo acumulado existente na humanidade.

Mas a cobiça por si só não existe. Ela, por ser enganosa,  insegura e vaidosa, aprecia coisas supérfluas que se originam da proliferação de atos negativos e da imunidade que vem da corrupção, da exploração e da mentira. E tudo isso se transforma em alimento apreciável e insaciável para a sua sobrevivência maligna, procurando os lugares em que não existe partilha ou compreensão e verdade.

A sua manifestação está no fazer com que as pessoas aceitem a sua proposta de trabalhar para destruir os caminhos positivos da honestidade, da justiça e da partilha. Pois a sua meta é atingir o bem, a felicidade e a fé que existe na sociedade. E assim vai aos poucos impondo  regras de domínio sobre o seu território e convencendo mais adeptos a seguirem na destruição da pureza dos sentimentos nos cidadãos de franqueza inocente.

Ela asperge o veneno de dominação nas pessoas, jogando o olhar de possessão sobre a direção obscura e silenciosa dos bens materiais, os quais não lhe pertencem e quando a pessoa aceita esse veneno no seu coração e na consciência, exerce a sua falsa morada e a vaidade assume a direção da vida dessa pessoa, anulando todo o seu compromisso social, alimentando a sua visão obscura e, para sustentar a perversidade,  se mata, se rouba, se vicia, sem distinguir o que é certo, duvidoso ou errado.

Esta é a triste realidade que estamos presenciando em nossa sociedade e em nosso país, onde a cobiça age com o desvio da atenção e usa de artimanhas enganosas, tomando conta da consciência das pessoas. O exemplo disso está na política brasileira, na qual parece existir uma concorrência para ver quem rouba mais, para verificar quem ganhará o prêmio da injustiça oferecido pelo desvio de fortunas, pois começaram pelas cuecas, meias, malas até chegar a caixas de dinheiro, com seus milhões.

Consequentemente faltam recursos econômicos para a educação, segurança, saúde e transportes, pois a cobiça aliada à corrupção suga grande parte desses recursos. E toda a sociedade sofre os apuros provocados pela falta de respeito nos avanços dos direitos dos cidadãos, pois são cortadas ou reduzidas as verbas destinadas aos municípios e estados com suas administrações, afetando a oferta de emprego com seus determinados setores.

Porém, não podemos fechar os olhos da nossa razão em detrimento desse exemplo, mas precisamos nos prevenir para não cairmos no engano e na tentação que a cobiça desenfreada apresenta-nos para dirigir a nossa consciência ao mal. Em que se perdeu o respeito pelo que não nos pertence, dirigidos por uma sociedade consumista.  E saber respeitar o alheio é contribuir para uma nova maneira de ver a vida com sustentação e equilíbrio, não somente no lado político, mas em tudo o que exige presença de espírito de coletividade.

E o ser humano se humaniza na medida em que faz da sua vida uma constante busca de valores e valorizações, tendo dentro das suas escolhas uma sólida abertura de incentivos aos que procuram, dentro do espirito comunitário, trabalhar com a consciência voltada para honestidade, justiça, amor e compreensão, pois a cobiça tem feito grandes estragos no comportamento de muitas pessoas, agindo como um vírus contra o qual poucos tem imunidade.

Valorizar as pessoas com uma convivência apreciável, que demostre dinamismo e abertura a novos horizontes sem os estragos da cobiça, não é querer impor uma ideia teórica, mas sobretudo é saber trabalhar numa prática alicerçada com os compromissos sociais, com uma valorização que promova a liberdade das pessoas, sem os prejuízos causados pela regalia e avidez dos que representam e deveriam defender os direitos dos cidadãos.

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