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Rabiscos do Silencio – Realidade dos nossos dias

 

A realidade dos nossos dias faz refletir sobre a vida que levamos sem nos darmos conta de vivê-la e desfrutar a essência de cada momento. Estamos vivendo num emaranhado constante de dissabores que nos conduzem a um paradoxo incontrolável, o qual fere a nossa sã consciência e a impede de buscar uma tranquilidade,  um equilíbrio entre a fé e a razão de existirmos.

Aprendemos a ganhar a vida, mas nos fechamos num individualismo secreto que sobrecarrega nosso cotidiano de atividades corriqueiras, sem permitir que o interior das pessoas seja abastecido com uma percepção de maior abertura a uma experiência de convivência aproximada.

Multiplicamos nossos patrimônios, mas reduzimos nossos valores morais, éticos e religiosos por uma indomável persistência da exploração cotidiana que empobrece a cultura e a criatividade do pensamento livre, que faz do ser humano escravo da máquina e ainda pior, viver sem a presença do seu verdadeiro sentido. Perde-se assim a competência de ver no outro a semelhança conosco.

Limpamos o tempo que passa, mas esquecemos de limpar a nossa alma com tudo que Deus criou. E Ele o fez para que pudéssemos viver com abundância de amor, de perdão e de solidariedade. Jamais para que poluíssemos o ar, o solo e a água explorando a liberdade concedida e causando uma catastrófica desorganização do meio ambiente.  Mas esquecemo-nos de viver a partilha que faz da vida uma busca constante de respeito e dignidade, na integridade da pessoa humana.

Produzimos computadores para podermos desfrutar de um armazenamento maior e mais  rápido de informações, numa comunicação sem limites possível de difundir com todas as pessoas no planeta.  Todavia estamos nos comunicando cada vez menos, pois enquanto se busca alimentar o individualismo nas coisas corriqueiras, sem abastecer nossa atitude da percepção do desejo do crescimento do outro, nosso próximo, com um diálogo aberto com o coração, disposto a contribuir com a presença permitindo novas e positivas experiências.

Estamos em tempos de viagens rápidas e pílulas que fazem de tudo: alegram, acalmam e até matam.  Somos constantemente movidos pela direção conturbada de vidas que se perdem, sem encontrar sentido e que, por ansiedades emocionais, afetam o corpo em suas dependências.  A vida necessita de alegria, de paz e de felicidade, mas é precisamos desfrutá-la em todos os momentos, gerando uma boa condição, dando respostas favoráveis a esse presente precioso que Deus nos deu.

Gastamos mais e desfrutamos menos, compramos mais, mas temos menos, dormimos menos e acordamos cansados. Fomos à lua e temos dificuldades em sair e conhecer novos amigos, visitar os vizinhos, parentes, hospitais, presídios e outro locais onde existem pessoas com dificuldades como idosos e enfermos. A experiência da vida carece desses momentos tão preciosos que resgatam a presença do outro num despertar que faz crescer, no sentido de ver ao outro na direção de nossas vidas, numa espécie de troca de particularidades.

Precisamos resgatar o tempo do “estar junto” para dar um abraço, um aperto de mãos, um beijo, pois isso torna a vida mais leve e cura feridas, ameniza as dores que sofremos. Entretanto é preciso saber transmitir com entusiasmo o amor e o carinho fazendo nosso coração vibrar e o mundo interior se nutrir dessa beleza positiva que se emana das pessoas.

E nunca esquecer-nos de agradecer a Deus, aos amigos e a todos os que nos transmitem algo de bom na realidade dos nossos dias.  Isso é possível nos permitindo  momentos próprios para conversar com Deus, num diálogo sem cobranças ou ressentimentos, mas que faça enriquecer nossa maneira de ver as coisas ao nosso redor.  Se isso for feito com amor e nos permitirá fazer uma vistoria em nossa consciência, pois esta também precisa ser consultada e visitada com pensamento construtivo, acalmando nosso coração e livrando-o de tudo que é supérfluo,  enganoso e superficial. Saberemos então cultivar o exercício dos sentimentos que não neutralizam a liberdade da difusão do crescimento objetivo, tanto nosso quanto das outras pessoas em nós.

 

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