Rabiscos do Silêncio – Meu e teu e a possessão continua – Portela Online
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Rabiscos do Silêncio – Meu e teu e a possessão continua

 

Em uma sociedade consumista em que se banaliza o ser pessoa e não valorizam as propostas de integração social de convivência fraterna, se rouba se mata, se vicia, se julga, se mente se perverte, para sustentar o poder e o comando do território de uns sobre os outros em uma lógica sem razão de ser e existir.

Misturam-se conceitos e preconceitos sem respeitar o valor que existe em cada ser humano carregado com suas responsabilidades, mas também com direito à vida como sendo algo sagrado e intrínseco, fazendo parte deste universo que pertence a todos nós irmanados que se move na mesma medida para cada pessoa. É com a vida que devemos ajudar-nos, com nossos trabalhos e ocupações para o bem comum e não atrapalhar, enganar, manipular ou persuadir a quem quer que seja.

Vivemos numa sociedade em que os indivíduos sentem-se amaçados por aquilo que produzem e quando existe a ameaça agregada ao medo as pessoas são fatalmente conduzidas ao desconforto emocional. E este gera a paralisia em suas vontades internas as quais são a base do cultivo da alegria, motivação e perseverança. Todas as pessoas necessitam dessa base para poderem produzir felicidade e paz onde se encontram.  

E as ameaças que sufocam a integridade das pessoas são aquelas produzidas pela própria sociedade nos devidos setores que a ela compete, atingindo os indivíduos em seus direitos. A exemplo disso temos a reforma trabalhista, previdenciária e da saúde. São propostas que precisam de uma análise mais segura do que poderão acarretar ao povo brasileiro. Não se pode negar que essas reformas sejam necessárias, mas que contemplem todos os setores da sociedade para que a justiça trabalhe diretamente pelos diretos dos cidadãos.   

Por outro lado, não resolve fazer as reformas sem estancar a sangria da corrupção, essa terrível possessão que fere, desintegra e torna um país sem comando. Destrói os valores que a democracia produz na sua totalidade. Perde-se a fé no direito e nas obrigações que são geradas do povo. As relações tornam-se relações de forças, dominação e extermínio das ideias que surgem das bases e procura-se esconder a verdade para encobrir a transformação da sociedade, a qual é clamor dos pobres e menos favorecidos da sociedade.

E quando não se respeitam os valores dos pronomes possesivos, meu e teu como valores éticos, morais e cristãos através da conduta da nossa consciência, tudo se revela pelo lado oculto em que se praticam os mais terríveis excessos de irresponsabilidades na nossa sociedade. Violência, imoralidade, roubos, mentiras e sequestros fazem parte do conjunto destas perversas condutas que ameaçam a dignidade na liberdade das pessoas.

Todos nós temos direitos e obrigações em nossa vida , mas as pessoas não podem se tornar escravas das coisas, escravas da economia, escravas da produção e dos seus próprios produtos. E não se pode viver uma vida em sua totalidade onde existe manipulação e muitas vezes não diretamente perceptíveis como no  caso da manipulação através de toda a organização comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de pressões produzidas pelos meios de comunicação social.

As pessoas não podem viver uma vida carregada de ameaças, pois isso interfere diretamente na qualidade da convivência entre as famílias e a sociedade. Ameaça econômica que é questão de justiça, ameaças políticas que interferem na liberdade, ameaças culturais interferem na qualidade de vida, a própria fé do povo está em constante ameaça pela estrutura do conhecimento.

E tudo isso nos remete a plenitude do bom uso dos bens materiais, pois todas as pessoas são livres por natureza, mas o que torna os indivíduos da sociedade escravos dos seus atos é a maldade e a adversidade. E como não ficar aborrecido com tantas maldades que se praticam pelo mau uso da liberdade através do desvio de conduta em que se sepultam milhões de reais para sustentar a corrupção? Será que alguém tirou algo do bolso dos deputados e senadores corruptos quando eram crianças para adquirir esse perverso hábito? Nesse sentido a vida nos faz pensar sobre a estrutura orgânica da sociedade, em que somente a justiça em sua plenitude poderá reconstruí-la, o amor poderá reanimá-la  e a liberdade poderá reatar os laços da dignidade humana pertencente a todos nós.

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