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Rabiscos do Silêncio: Desenvolvimento com responsabilidade

Preservar o equilíbrio ecológico é um dos grandes desafios da humanidade em nosso tempo. Neste sentido não se pode separar o problema cultural do problema ecológico, uma vez que a tecnologia com sua forma de dominação e descontrole destrói os valores culturais e ecológicos com os recursos que a natureza tem a disposição de todos nós.

Sofremos a agressão de uma tecnologia que não foi nos dada em função das pessoas e de suas culturas, mas sim com objetivos de fermentar o descontrole da atual civilização e o sentido da existência, guiados por um capitalismo desenfreado em que se valoriza mais o ter do que o próprio ser, anulando o espaço de contribuição que a natureza com toda sua gentileza nos fornece diariamente.

As manifestações da natureza com os fortes eventos climáticos é um grande indicativo do quanto precisamos mudar os nossos hábitos e a direção dos pensamentos em função da identidade da cultura do respeito, da responsabilidade e cuidado com o meio ambiente, colocando a tecnologia como aliada da natureza e não para explorá-la, ferir ou destruir os recursos que ela, com sua sabedoria, constituiu há milhões de anos.

É necessário que as ciências: filosofia, ecologia e ideologias, se unam para podermos encontrar as soluções a esse problema tão urgente. Essas soluções não podem vir somente de cima, mas das bases com a multiplicação das comunidades que trabalham nos caminhos da esperança pela direção da experiência e da abertura às sugestões. Isto representa um enorme potencial para evitamos a destruição da natureza e da cultura em favor de uma nova relação do ser humano com ela.

É preciso lutar pela abertura de novos horizontes a fim de podermos dar mais créditos a este problema global. E não se trata de conservar o antigo e nem tampouco retroceder a nova civilização, mas de juntar tanto os pontos positivos como os negativos e fazer uma profunda análise de tudo o que é prejudicial para o meio ambiente com suas riquezas naturais, por tudo o que traz benefícios  às pessoas e à natureza, pois todos fazemos parte integrante dela. E ninguém enquanto tiver vida consegue viver sem respirar e se alimentar, nem se beneficiar da água ou do sol.

São diversos fatores que precisam ser analisados corrigidos e ampliados para o bem da humanidade, dentre eles se destacam: as taxas do crescimento demográfico, a produção industrial, a produção de alimentos, a utilização dos recursos não renováveis, o cuidado com a poluição. Esses fatores que contribuem para o aquecimento global têm aumentado de forma muito rápida nos últimos cem anos e sempre na direção do desrespeito ao meio ambiente, debilitando a organização da terra com suas espécies.

Precisamos agir e não ficarmos alheios ao problema ecológico e buscar as fontes das medidas, juntando a técnica e a ética  de forma que devolvam o equilíbrio da natureza. Com destaque a essas medidas técnicas estão: a preservação e o reflorestamento das matas nativas, a utilização dos recursos biodegradáveis, a redução dos gases poluentes, a utilização de energias e agentes não poluentes e obtida de recursos renováveis, a intensificação dos processos de reciclagem com absorção dos objetos e dos desperdícios supérfluos e ainda a substituição da produção de alimentos transgênicos por orgânicos.

E quanto as medidas de valor ético, é tudo o que condiz com o valor que damos a vida numa conjuntura de ligação entre a consciência e a natureza. Sabendo que tudo vem de Deus e a Ele tudo se direciona. Ele fez tudo bem organizado: o sol, a lua, as estrelas a terra, o solo, o ar, a água, as plantas, os animais, enfim toda diversidades de espécies. Mas Deus deu-nos a liberdade para construirmos um mundo de irmãos, com amor, respeito e dignidade para que cada um de nós possa viver do necessário à sobrevivência e não aos benefícios de apenas alguns povos ou grupos.

Portanto, a qualidade de vida das pessoas cresce  em abundância quando os dons são colocados a serviço da humanidade, mas se desestrutura quando o egoísmo, o desrespeito e a apatia tomam conta da liberdade nas consciências das pessoas.  É preciso saber direcionar o conteúdo da nossa consciência ao valor que precisamos dar à natureza, às pessoas e a Deus. Respeitar essas três dimensões com amor, ajuda-nos a perceber o quanto Deus é generoso, fortalece nossa fé e conduz nossa presença junto dele com um olhar diferente sobre a organização da natureza e da sua infinita sabedoria.

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