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Rio Grande do Sul tem 229 municípios com infestação do Aedes aegypti

 

O Rio Grande do Sul tem 229 municípios com infestação do Aedes aegypti, inseto transmissor da dengue, do vírus da zika e da febre chikungunya. O dado contrasta com o baixo número de casos de dengue no estado em 2017 – apenas oito até o final de abril, e todos importados – quando o contágio ocorre fora do estado.

No ano passado, até o início de maio mais de 2,2 mil pessoas tiveram a doença, sendo que quase 2 mil contraíram o vírus dentro do estado. A redução nos casos apesar do alto número de focos do inseto é explicada pelo médico veterinário sanitarista Fernando Klaus.

“No ano de 2015 e 2016, circulou o sorotipo 1, portanto já se formam um percentual de pessoas imunizadas pra esse sorotipo”, diz.

Cidade com o maior número de casos de dengue no ano passado, Ijuí, no Noroeste do estado, tem um índice de infestação de 3,8%, mais que o dobro que o registrado no ano passado, de 1,8%.

“É preocupante”, avisa o coordenador da Vigilância Ambiental da cidade, Rinaldo Pezzetta. “Acima de 1% já há o risco de ter circulação de vírus, então estamos três vezes acima do índice considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde”, acrescenta.

Até mesmo em municípios de fora da Região Noroeste, que sempre teve o maior número de casos de dengue, o índice de infestação está elevado. Em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, o número de focos passou de 40, no ano passado, para 300 em 2017.

A agente de endemia Helena Corrêa fala sobre como podem surgir novos focos. “Pequenas coisas que você nem imagina que vai ter e tem. De repente um copinho plástico que voou com o vento lá da rua para o pátio da pessoa e a pessoa não viu está cheio de água e tem larva”, afirma.

Fonte: G1/RS

 

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