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Rabiscos do Silêncio

Rabiscos do Silêncio – Reformas

 

Toda vez que se pensa em reforma, se deve analisar a dimensão certa dessa palavra e procurar os recursos necessários para que se faça a adequação correta. Sempre levando-se em conta o que representa o investimento financeiro dos tributos,  como objeto proposto pela nossa capacidade de raciocinar corretamente sobre esses custos, num planejamento coerente com o que foi proposto e com a necessidade que o gerou.

Mas para que o planejamento dê resultados e se possa chegar a um acordo, é necessário que haja diálogo, com apresentação de propostas que deem sustentabilidade às ideias formuladas pelo objetivo maior, bem como às pessoas envolvidas no princípio, meio e fim das questões, tendo por base as negociações envolvendo todas as partes. E toda a reforma deve começar de baixo para cima, até atingir o teto maior das instituições financeiras.

Quando falta essa aproximação de ideias e o esclarecimento plausível do objetivo traçado nas instituições, a grande maioria sai perdendo. Estes em geral são os servidores públicos ligados a diversos setores da sociedade, também os agricultores e todos os assalariados que compõe o quadro dos que estão incorporados aos direitos previdenciários, conforme demanda a constituinte brasileira de 82.

As reformas trabalhista (PL 6.787) e previdenciária ( PEC 287) são propostas do governo federal dirigidas ao povo brasileiro e que precisam ser revistas, discutidas e melhoradas para o bem de todos nós. Isso porque sem um avanço consistente que contemple os direitos adquiridos com a luta do povo, fica inviável a aprovação. Não é retirando atributos que geram distribuição de renda, empregos e a circulação de dinheiro no comércio que melhora a confiança das pessoas no seu ambiente de trabalho.

Todas as reformas são importantes e se fazem necessárias, desde que não anulem ou desfaçam a condição humana. Serão bem vindas quando objetivarem a ampliação de diretos trabalhistas e previdenciários, para fazer do trabalhador um integrante social com correta contribuição nos impostos numa justa remuneração dos seus salários, no devido tempo de trabalho. Porém é preciso dizer que o cidadão precisa desconfiar dos governantes e lutar pelos seus direitos ampliando os debates e clareando a realidade que se apresenta.

O povo Brasileiro não pode retroceder e aceitar tudo na passividade, ao contrário, precisa lutar pelos seus direitos com a formalização correta dos deveres. Não ficando com o foco somente voltado nesses dois temas, pois temos também a reforma agrária que precisa de uma maior atenção por parte dos governantes. É urgente uma reforma que possa mudar o sistema de utilização de terras, com pessoas que tenham vontade e vocação para trabalhar no meio rural e não ficar nas mãos de grandes proprietários. A educação exige investimentos que façam com que o estudante se sinta atraído a aprender com a ampla valorização dos professores em termos de salários justos.

A segurança pública também precisa de uma adequação das leis para que o cidadão possa ir e vir com a liberdade de estar de bem com a vida. Não é possível se aceitar viver carregado de medo, sufocado no psiquismo de ser assaltado.  É imprescindível se investir em mais pessoas que cuidem e zelem pela dignidade do meio onde se vive ou convive, seja na família ou no local de trabalho. Investindo em segurança, na saúde e na educação automaticamente a sociedade se fortalece, porque as pessoas terão vontade de ser alguém na vida, com o compromisso de trabalharem pelo bem comum.

O Brasil tem um povo honesto e trabalhador. Mas precisa de uma limpeza geral no que se refere à corrupção e a políticos descomprometidos em defender o seu povo, pois possui um vasto território com suas reservas naturais., clima bom e favorável para a produção de alimentos diversificados, com grandes reservas de petróleo, além de tantas outras fontes de riquezas. Não pode simplesmente se sujeitar a um conservadorismo que coloca os diretos dos seus trabalhadores contrariamente ao desenvolvimento humano e social.

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