Rabiscos do Silêncio – A dependência que contamina

 

Nossa vida é um grande tesouro. E precisamos valorizá-la com as linhas do tempo que estão em nós, fazendo dela uma bela imagem, rica de satisfações por tudo o que ela representa diante da natureza, das pessoas e de Deus.

Mas é preciso saber valorizá-la também com a riqueza infinita de Deus e evita alimentá-la com realidades pesadas, temperamentos contaminantes e orgulho desmedido. Como? Sendo divulgadores das maravilhas contidas nas belezas ímpares das pessoas. Todas as pessoas estão neste mundo para serem direcionadas, integradas e vistas numa soma de responsabilidades que faça das suas vidas uma grande resposta motivadora na fonte da felicidade permanente.

À imprescindível olhar a vida tendo a satisfação de aproximar-se das pessoas, com esperança e não para desfigurá-las psiquicamente com a presunção de tirar proveito dos seus defeitos e a partir deles formular julgamentos preconceituosos e interesseiros, pois isso desqualifica o bom pensamento e o sentimento se torna preguiçoso, pouco produtivo, até mesmo sem valor, e poderá desencadear uma dependência contaminante que estraga os fluidos da verdade e  esvazia de prazer de viver a pessoa atingida, impedindo-a de se comunicar e correr atrás dos seus objetivos.

Temos que ter alegria por tudo o que Deus nos fornece diariamente, termos no nosso corpo o espelho de Deus sobre o universo. Possuímos em abundância os sinais da revelação dessa bondade divina,  basta sairmos de nós mesmos e procurarmos ver essas maravilhas contidas em cada pessoa que cruza nosso caminho.  Cada indivíduo precisa ser respeitado, amado e traduzidas com pensamentos positivos que façam dela uma grande revelação: identificar-se como um ser que está neste mundo como integrante  e merecedor da visibilidade de Deus.

Mas essa visibilidade de Deus não compactua com vaidades, mentiras, roubos, inveja, exploração. Tudo o que contamina a sociedade e causa grande tristeza, estraga relacionamentos, quebra ciclos de confiança, gera violências internas e externas nos sentimentos, desintegra e desmotiva a conduta particular que cada um traz junto de si e tem na essência do seu ser.

É preciso preencher a vida de ocupações valorosas, com adjetivos que fermentem o ânimo, a positividade e o respeito. Afinal, todos nós nascemos para viver e nos completarmos com as outras pessoas através de sentimentos que gerem alegria, paz e amor. Não estamos aqui para sermos destruidores da essência de cada ser constituinte  da sociedade. Devemos aprender a sair do individualismo e procurar forças coletivas, para assim destruir todas as barreiras que não permitem o crescimento da nossa fé, da coragem e do dinamismo no cotidiano.

A saída é elevar as pessoas ao mais alto nível das representatividades, onde cada um de nós seja amado por Deus, na mesma dimensão de igualdade. Mas existe dentro de cada pessoa a liberdade de escolha  na vida. E essa liberdade que precisamos acolher na nossa convivência e não semear discórdia, violência e imoralidade. Nem tampouco disseminar os vícios, mentiras e falsidades com o uso crescente das drogas, da corrupção em todos os níveis, da violência em geral, da injustiça, gerando um estado de pânico em alguns e de uma dependência contaminante noutros.

Todavia há saídas, pois quem  alimenta a alma com a liberdade de Deus não direciona a liberdade deste mundo pelos descaminhos da injustiça, da destruição, do roubo e do medo, mas saberá usá-las pelo bem da humanidade. Respeitará os valores cristãos, morais e éticos. Automaticamente encontrará a direção da luz, se descontrairá fazendo o bem, acolhendo a verdade mesmo que esta custe sacrifícios. Não guardará coisas supérfluas e enganosas em seu coração. Fará da mortalidade do corpo a transitoriedade para atingir a imortalidade da alma, através da responsabilidade no cuidado com o dom da vida.

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