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Paz de Espírito – Por Carlos Staczewski

 

Todos nós necessitamos de paz. Ela nos proporciona vivermos a certeza transformadora da presença de Deus em nosso caminho e somente através dela poderemos ver as maravilhas contidas na perfeição deste universo. Quanta paz existe em tudo o que Deus fez para que o ser humano desfrute desta difusão contemplativa num olhar espiritual e busque semear respeito, amor e perceptibilidade da fonte do equilíbrio entre a fé e a razão de existir, de cada um de nós.

Nesse sentido estamos vivenciando mais um momento precioso de busca de paz, que é a celebração da Páscoa. Mas essa celebração exige uma profunda mudança de vida, pois de nada adianta celebrar esse momento sem perceber a luz de Jesus Cristo que caminha a nossa frente mostrando-nos a direção da casa de Deus Pai. Temos um Pai misericordioso, amoroso e generoso que quis se juntar à humanidade pela vida, morte e ressurreição de nosso amigo, irmão, salvador: Jesus Cristo. Ele que passou a vida fazendo e ensinado o caminho da verdade, sem anular a liberdade que encontra-se inserida em nosso meio.

Importante que essa liberdade não seja confundida com libertinagem, mas que represente tudo o que significa presença de Deus em nossas vidas: amor, firmeza, fidelidade, respeito e alegria. Porém o que dificulta a compreensão da liberdade em nossas vidas são todos os meios que sufocam a presença de Deus, a paz de espírito, afinal Deus é espírito e a matéria deve ser submissa às condições do espírito, não deve servir para dividir as partes, mas sobretudo para integrá-las.

Mas essa integração passa pela conversão de nossa consciência e toda conversão exige mudança da prática com a vida. È preciso viver sabendo usar a sabedoria para distinguir o certo do errado numa renúncia a tudo o que significa divisão, exploração e ciúme porque isso é o que torna nosso coração pesado, triste e cheio de superficialidades. E substituir  tudo isso por uma vida nova em Jesus Cristo, porque Ele torna o nosso coração leve, alegre, comprometido com a verdade, a paz, a sinceridade e a mansidão.

E para sentir a presença de Deus em nossa liberdade é necessário fazer um profundo reconhecimento de Jesus Cristo em nossa vida, vendo-o como enviado do Pai para restabelecer a salvação da nossa alma. Comprometer-se sem julgar as pessoas numa busca constante pela verdade, trabalhando na revelação da justiça, igualdade e integração na sociedade e ainda, tendo a elaboração de sentimentos renovadores que tragam a propagação de tudo o que indica ressurreição.

As pessoas precisam viver a ressurreição de ideias e sentimentos porque de sinais de morte a sociedade já está muito carregada. São crianças abusadas na sua inocência, jovens sem emprego jogados aos vícios das drogas, idosos que estão tristes sem ter quem transmita motivações, famílias desestruturadas pela falta de amor e diálogo,  a violência que corrói nossos pensamentos e ações. São tantos exemplos que continuam a crucificar Cristo com suas liberdades.

Precisamos ressuscitar em nossa consciência nos valores morais, cristãos e culturais. E não ficarmos alheios aos problemas sociais gerados por um capitalismo desenfreado que afeta todo o conjunto das boas ações que existe no coração das pessoas. Esse sistema chamado de neoliberal tem origem nos países mais ricos e vem semeando muita discórdia, rivalidade e exploração entre nações, atingindo a natureza, as comunicações e todo o tipo de culturas,  tirando o tempo e a tranquilidade das pessoas, num conjunto de ações que afetam toda a sociedade e substituindo o Deus espírito pela manobra do poder capital.

Entretanto a paz de espírito transcende todo tipo de morte e faz ver a presença de Deus em tudo o que produz sinais de vida. Condiciona nossa particularidade a uma busca constante pela imortalidade da alma, fazendo da verdade um caminho de esperança, elevando todas as pessoas a viver alimentando as certezas maiores na ressurreição de Jesus Cristo, abrindo espaço para uma fé transfigurada nas boas obras que o tempo não apaga e nem as dúvidas poderão desfazer, pois não está submetida a transitoriedade deste mundo.

 

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