Lista de Fachin: Saiba quais crimes os políticos gaúchos serão investigados

 

Eliseu, Maria do Rosário, Yeda, Onyx e Marco Maia estão na lista de Fachin
Foto: Montagem sobre fotos / Reprodução Rádio Gaúcha

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, há sete nomes de políticos gaúchos na lista.

De acordo com a publicação, o ministro autorizou investigação contra o ministro Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, os deputados federais Marco Maia (PT), Maria do Rosário (PT), Onix Lorenzoni (DEM) e Yeda Crusius (PSDB), além dos ex-diretores-presidentes da Trensurb Humberto Kasper e Marco Arildo Prates da Cunha.

Veja por quais crimes os políticos serão investigados:

Eliseu Padilha: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, em dois inquéritos.

Yeda Crusius: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Marco Maia: falsidade ideológica eleitoral (caixa 2), corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Onyx Lorenzoni: falsidade ideológica eleitoral (caixa 2).

Maria do Rosário: falsidade ideológica eleitoral (caixa 2).

Humberto Kasper: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Marco Arildo Prates da Cunha: corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Contrapontos

O que diz Eliseu Padilha:
Por meio de sua assessoria de comunicação, o ministro afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso no momento.

O que diz Onyx Lorenzoni:
“Tenho absoluta tranquilidade dos meus procedimentos e vou em busca dos esclarecimentos. Se puder, vou abrir mão do meu foro privilegiado. Devo isso aos meus eleitores, que confiaram em mim. Se alguém me mostrar uma foto, uma conversa, uma ida com alguém da Odebrecht, eu renuncio ao meu mandato.”

O que diz Marco Maia:
“São completamente mentirosas essas informações. Não há absolutamente relação minha de pedido de qualquer ilegalidade para ter qualquer benefício desta ou de qualquer outra empresa que tenha atuado no Rio Grande do Sul ou no país.”

O que diz Humberto Kasper:

Por mensagem via WhatsApp, declarou: “Não sei sobre o assunto, não sei do que se trata. Por isso, não tenho como me pronunciar”.

O que diz Maria do Rosário:

Por vídeo afirmou: “Minha vida é pública, minha vida pessoal é totalmente transparente, sigilo bancário e telefônico estão à disposição. (…) Eu não devo nada em padrões éticos à politica nacional e não admitirei ser citada em nada que diga respeito a isso. Vou seguir lutando e não vou me afastar das coisas que acredito, não vou permitir que detratores utilizem meu nome negativamente e espero que tudo isso seja muito rapidamente resolvido, porque meu nome e minha vida não estão à disposição para serem enxovalhados por quem quer que seja em nenhum lugar”.

O que diz Yeda Crusius:

Em rede social publicou: “A todos os que buscam minha manifestação: o Ministro Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, ofereceu hoje listas de centenas de pessoas indicadas pelo PGR Rodrigo Janot para abertura de inquérito. Numa delas consta meu nome. Transparência é fundamental, e aguardamos ainda o levantamento do sigilo das delações que embasaram a decisão do Procurador Janot e do Ministro Fachin. Embora desconhecendo ainda as razões que o levaram a elaborar estas listas, considero fundamental tanto a Lava Jato quanto o trabalho do Supremo para que os inquéritos hoje autorizados sejam feitos e concluídos com a celeridade requerida por mim e por toda a população brasileira, separando o joio do trigo e promovendo a Justiça de que tanto o país precisa. Caso contrário cria-se a imagem de que todos os políticos são iguais. E não somos”.

A reportagem ainda tenta contato com Marco Arildo Prates da Cunha.

 

Fonte: Rádio Gaúcha

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