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Fechamento de financeira irregular causa prejuízo de R$ 150 milhões no Norte do RS

 

Foto: Reprodução reportagem da RBS TV

O fim das atividades de uma empresa de Sarandi, no Norte do Rio Grande do Sul, que atuava de forma irregular como uma espécie de financeira, causou um prejuízo de pelo menos R$ 150 milhões a moradores e agricultores da região.

Conforme reportagem realizada pelo Portal G1, cerca de 400 processos tramitam na Justiça e a polícia suspeita que o proprietário tenha aplicado um golpe.

Segundo o Delegado de Polícia Leandro Guimarães Antunes, “essa empresa servia para a prática de estelionato. Ela começou séria, mas quando o administrador assumiu, começou a desvirtuar os objetivos”.

Há 40 anos no mercado, a empresa de cereais comprava a produção dos agricultores da região, no entanto, também operava como uma espécie de financeira, captando dinheiro entre os agricultores e os moradores da cidade e pagando rendimentos acima de mercado e sem autorização do Banco Central.

Os juros eram pagos normalmente aos clientes, até que em 2014 a empresa fechou as portas, deixando um prejuízo de pelo menos R$ 150 milhões. O rombo pode ser ainda maior, pois muitos investidores, incluindo empresários e pessoas influentes no município, não declaravam o dinheiro investido na Receita Federal.

Em Sarandi, mesmo quem não foi vítima, de alguma forma sofreu o impacto do calote. Os efeitos do calote também foram sentidos em outras cidades da região.

Segundo o G1, na última semana, a Justiça confirmou a falência da empresa, quem tem um patrimônio estimado em R$ 50 milhões, um terço do que deve aos credores. Apesar de acreditar em golpe, a polícia diz que não pode investigar o caso a fundo porque as vítimas não registraram ocorrência do calote. No entanto, 24 pessoas procuraram a delegacia para afirmar que foram usadas pelo proprietário como laranjas em um esquema que emitia duplicatas falsas, dadas a bancos como garantia para financiamentos.

A reportagem do G1 entrou em contato com o suspeito por telefone. Ele negou que tenha tido má-fé, mas não respondeu ao ser questionado porque continuou captando recursos após a empresa fechar.

Com informações do Portal G1 RS

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