Rabiscos do Silêncio: Relações Humanas – Por Carlos Staczewski – Portela Online
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Rabiscos do Silêncio: Relações Humanas – Por Carlos Staczewski

 

É preocupante o impacto que a tecnologia tem provocado nas pessoas nos últimos anos. Os telefones celulares, o Facebook, os blogs, os computadores pessoais, a televisão, o Twitter, Whatsapp, Instagram… Esses e outras tantas formas da comunicação da modernidade estão a desafiar os relacionamentos entre casais, jovens e idosos.

São meios que interferem na busca de significados entre as pessoas, na forma de cada um vivenciar o tempo, nas escolhas do lazer, na convivência entre pais e filhos, no diálogo nas famílias e na busca de outras fontes do conhecimento. São os avanços tecnológicos que estamos presenciando sem medir as consequências danosas que estão trazendo para a sociedade.

Precisamos ver até que ponto é necessário ou prejudicial o que as tecnologias nos apresentam  e formular um equilíbrio entre a comunicação do olhar humano e do objeto que possuímos em nossas mãos. Porque o que se percebe são pessoas preocupadas em satisfazer a sua imagem diante das pessoas distantes e não dando o devido tempo de atenção a quem passa a sua frente,  na rua,  no lar, para dizer um “bom dia” ou “como está você” ou simplesmente um “oi”.

Assim, quem passa a nossa frente sem receber a oferta da saudação espontânea  fica com uma sensação muito desagradável. Em nosso psiquismo grita certa interrogação de que a pessoa está magoada, não gosta ou simplesmente está de mal. Mas sem as devidas razões fica difícil  conviver com certas situações que nos envolvem e desequilibram as relações humanas do cotidiano das pessoas.

E para cada situação existe um tempo disponível diante de nossa vida. Saber distribuir esse tempo é o que faz a diferença, porque facilmente caímos na rotina e perdemos o valor de uma boa conversa,  de se comunicar com as pessoas, do sentir a presença do outro que está do nosso lado,  de fazer uma afirmação na busca do conhecimento e aperfeiçoamento da intelectualidade,  também através  do uso mais livre de nosso pensamento.

O impacto da tecnologia nos adolescentes e crianças merece uma análise mais profunda,  porque o uso desenfreado do face e watts está prejudicando o diálogo com seus pais, as tarefas escolares e a busca dos valores da convivência entre os amigos. Os avanços tecnológicos estão penetrando nos relacionamentos a uma velocidade superior à capacidade de medir o impacto que eles casam e causarão na vida das pessoas.

Todavia, é inegável que os avanços tecnológicos trouxeram grandes benefícios para a comunicação das pessoas. Mas isso quando  são usados para o bem da humanidade, facilitando pelo bom serviço que prestam, com a velocidade da informação sobre fatos e acontecimentos do cotidiano. Também pela facilidade de contato com as pessoas distantes, nas emergências  que a vida requer nos devidos tratamentos de cada situação específica.

Então cabe dizer que a tecnologia por si só não pode ser culpada pela incomunicabilidade entre pais, filhos, casais ou amigos que precisam de diálogo e abertura num horizonte que renova a presença do outro em suas vidas. É possível ter um hábito positivo e saudável no uso da tecnologia, fazendo isso a nosso favor e não deixando as pessoas que nos rodeiam sem receberem uma saudação, um sorriso, um abraço ou aperto de mão. Afinal, todos nós necessitamos vivenciar esses preciosos momentos, percebendo a presença de quem está ao nosso redor, pois nossa  condição humana requer equilíbrio na socialização e não no isolamento tecnológico.

 

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