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Rabiscos do Silêncio: Realidade gritante – Por Carlos Staczewski

 

O capitalismo desenfreado está causando grandes estragos na população mundial que hoje soma 7 bilhões e 230 milhões de pessoas. Em 2017 terá  99% da mesma população nas mãos de 1% que detém toda a riqueza existente no planeta.

Em termos mais acentuados podemos ver como a injustiça se faz presente na população mundial, pois em 2014 a riqueza que foi produzida atingiu um patamar de US$ 241 milhões. Isso significa na prática que 72 milhões de pessoas terão 46% desta fortuna avaliada em US$ 110 trilhões e a grande maioria da população mais pobre ficará na sobrevivência com os apenas US$ 131 trilhões restantes.

Terra e bens existem para que cada pessoa viva e viva bem nesse mundo, pois só para ter uma ideia, se toda essa riqueza fosse distribuída com a igualdade aos 7,2 bilhões de pessoas, cada um de nós teria um patrimônio de R$ 120 mil, em torno de US$ 33. 472 na conta. E assim não haveria fome, nem mendigos, favelados, nem mortalidade infantil, nem guerras. A paz se constituiria como o interesse de prosperar na vida com o objetivo de ver as pessoas felizes dentro das necessidades que se apresentassem.

Mas o maior egoísmo está na mente daqueles que detém 1% da riqueza mundial e não querem uma mudança na distribuição de renda. Se pegarmos outro patamar  de injustiça social e fizermos um cálculo dos 54% da riqueza que se produz, daria o suficiente para fazer dos 99% viverem noutro nível de vida, com mais saúde, educação, transporte e segurança. E as pessoas viveriam com mais alegria e motivação.

Existe um controle desses representantes do 1% sobre os meios de comunicação, sobre as políticas e escolas e dessa forma levam os 99% da população a pensarem de maneira alienada. Uma grande disputa ideológica se instalou no cenário mundial e o consumismo, que trabalha a favor do capitalismo, veio para preencher as cabeças pensantes desde a infância, efetivando a falta do senso crítico sobre determinadas questões.

Não podemos retroceder, porque a miséria é algo humilhante e causa grandes dores na sociedade, levando as pessoas a sofrerem de desnutrição alimentar, com vários problemas de saúde.  Mas o que se deve condenar é o acumulo de bens obtidos pela exploração, pela ganância e dominação e não os bens adquiridos através do trabalho justo e honesto,  em suas diversas formas que a vida propõe.

A maldita exploração é um dos vermes da sociedade e faz grandes estragos para humanidade. Quanta violência, mortes e doenças poderiam ser evitadas se a desigualdade desse lugar à partilha, com a correta distribuição dos recursos que a mãe Terra produz? E quantas necessidades poderiam ser supridas se o progresso fosse trabalhado com a dinamicidade do respeito às pessoas, ao meio ambiente e as diversas culturas que cada um de nós traz na essência da vida?

Os recursos naturais estão colocados para servir à humanidade nas suas necessidades materiais. Não para gerar conflitos, fome e exploração de povos, nações e gerações. É preciso desprender-se do individualismo, das amarras que a sociedade capitalista demarcou na divisão das classes: baixa, média e alta. O que há é uma formulação teórica para exercer a dominação e o poder político e econômico da classe alta sobre a consciência das pessoas. É urgente fazer com que as classes baixa e média acordem para uma nova realidade onde vislumbrem a possibilidade de transformar  a justiça social na prática cotidiana das pessoas.

 

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