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Rabiscos do Silêncio: Precisamos – Por Carlos Staczewski

 

O verbo “precisamos” representa a primeira pessoa do plural. Através dele nós poderemos tirar grandes lições para a nossa vida. Ele nos faz pensarmos na integridade que cada um de nós necessita ter com Deus, com as pessoas e com a natureza. Sem essa integridade a vida perde a sua justificativa de ser porque mergulhamos no individualismo, nas escolhas erradas e na razão sem sentido.

Tudo que for de restabelecimento, convicção e dinamismo encontra-se na preciosidade desse verbo, fazendo com que tomemos atitudes de compromisso, na escuta, no trabalho e em respostas com a vida. Ajuda-nos a dispor do nosso tempo a somar-se com equilíbrio aos que necessitam de uma palavra, um ombro para chorar ou simplesmente de estar junto para dividir as dores e tristezas.

Mas dentro da riqueza desse verbo a vida ganha dimensões profundas de abertura ao coletivo porque desprende as pessoas das amarras contidas nas consciências cansadas e sobrecarregadas pelas tarefas do cotidiano. Transforma todo o pessimismo e negativismo em uma grande força poderosa de bênção e alegria, pois liga nossas vidas à presença de Deus. E Deus nos olha com sua bondade e aperfeiçoa nossa fé pelos laços da liberdade na alma.

Não guardar rancor, ressentimentos e ciúmes em nosso coração é imprescindível para não tornar a vida amarga, sem sabor e prejudicada sem a manifestação de Deus em nossas vidas. Precisamos usar a sugestão de tudo o que produz motivação, alegria e liberdade espiritual em uma harmonia de leveza com as pessoas. Perdoar as fraquezas humanas que se manifestam em nós por meio de palavras, pensamentos e ações, mas que muitas vezes tiram a nossa tranquilidade e estímulo.

Precisamos dispor de nosso pensamento para que o fluxo de amor se faça presente nas pessoas com a identidade da força de Deus, mas para que sintamos essa força é necessário aceitação do tempo para dedicação da vida a tudo o que indica necessidade material, espiritual e temporal nas pessoas que vivem em nosso meio. É preciso sentir com um sentimento organizado, sair do nosso individualismo, do comodismo e acolher a todas as pessoas necessitadas.

E quando a necessidade do nosso coração arder em nosso peito com sentimentos do pedido da nossa consciência a uma correta mudança de vida, precisamos deixar-nos envolver pela organização com que ela nos prepara, porque muitas vezes o nosso subconsciente está carregado de pessimismos destrutivos que nos tornam pesados, nervosos e sem alegria. Mas é preciso dar essa oportunidade para que a consciência trabalhe a nosso favor nas respostas positivas, devolvendo o sabor pela vida.

As pessoas precisam ser olhadas de uma maneira diferente: com amor, desprendimento e paz, porque isso faz com que a consciência seja valorizada, reorganizada e tenham um novo sentido, através do impulso da acolhida por gestos que marcam a vida e renovam o sentimento de fortalecimento das relações humanas. Converter nosso pensamento de revolta, vingança e rivalidade em acolhida e dinamismo, ajudando as pessoas a multiplicarem o valor com que cada um tem na sua existência é o caminho.

Respeitar a todos indistintamente e programar a nossa mente para que trabalhe na direção de tudo que indicar a presença de Deus, dimensões que precisamos alimentar com mais determinismo e forças; não esconder o nosso coração dos clamores da sociedade no saber ouvir aos infelizes, tristes ou sem rumo nas suas vidas; sentir a angústia dos pobres materialmente, prisioneiros e esquecidos, fortalecendo as trocas de experiências em comunhão com a nossa própria vida, representam algumas das formas de se promover o equilíbrio pessoal e coletivo.

 

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