Rabiscos do Silêncio: Das dimensões do sofrimento – Por Carlos Staczewski – Portela Online
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Rabiscos do Silêncio: Das dimensões do sofrimento – Por Carlos Staczewski

 

O sofrimento faz parte de todos nós e pode atingir qualquer pessoa, família ou grupo social. Sofremos pela partida de um ente querido, por doenças nas diversas circunstâncias que poderemos nos sujeitar. Também a desconfiança entre parentes, vizinhos, amigos e familiares que  trazem muitos desconfortos na vida de quem foi lesado.

Mas existem outras formas que levam as pessoas a sofrerem de desgostos profundos no cotidiano.  A solidão dos idosos ou de quem se sente excluído da sociedade, pessoas morrendo de fome em um sistema capitalista que explora a classe mais pobre, as dores de quem está sofrendo de enfermidades nos hospitais ou presos em alguma cadeia. Pode-se citar ainda o medo de perder o emprego, ser assaltado ou perder os direitos previdenciários conquistados a duras penas.

São inúmeras as formas que nos fazem sentir, interpretar e aproximar-nos de quem mais sofre de dores que estão presentes nas pessoas. Isso oxigena nossa posição social e garante uma nova visão do sofrimento, porque valoriza a riqueza de nossas intenções em ajudar a quem precisa valorizando a oportunidade que essas pessoas lançam sobre nossas vidas, proporcionando uma grande alegria de transformação do nosso coração.

Existem muitas pessoas que sofrem por falta de uma palavra, um abraço, um aperto de mão na ajuda com problemas existências, psicológicos, morais e espirituais. Inúmeras pessoas vivem  necessitadas de uma presença, de um carinho ou de um serviço. São diversas as situações que atingem o ser humano e este carece ser ouvido, tocado e revestido com um caminho novo, através de horizontes de luz e transparência fortes, na travessia do desconforto da vida.

Nós precisamos descobrir-nos mutuamente e dispor de tempo e meios para distribuir ajuda a quem necessita de nossa presença. Ter sempre um coração que se identifica com  os sofredores e mergulhar esse coração nas obras da fé, coragem e otimismo que ele será revestido com a grandeza da paz no espírito. Não isolá-lo dessas boas obras porque um coração isolado não consegue ver as dimensões dos sofrimentos das pessoas.

Outra grande manifestação do sofrimento das pessoas são as tensões do cotidiano. Falta imprimir mais diálogo em assuntos mais leves e que frutifiquem em paz, entendimento e alegria. Alimentar o nosso pensamento com otimismo, positivismo e motivação, porque são tantas notícias pesadas de desentendimentos, brigas e violência que sufocam as correntes dos bons fluidos que todas as pessoas, com sua natureza possuem.

Precisamos nos permitir conhecer-nos mais com a descoberta do outro pela abundância de critérios bons que ele possui. E não criar sujeiras desagradáveis como mentiras, falsidades e fofocas. Estas  precisam ser jogadas na lixeira de nossa consciência e recicladas a fim de que possam ser transformado em perdão, amor e entendimento. Assim fazendo com que o nosso coração receba algo renovado através do espelho da vida.

Sabemos que pensamentos e ações poluentes fazem muito mal às famílias e à sociedade, pois causam grandes estragos e sofrimento nas pessoas, pois Deus nos deu a liberdade para podermos trabalhar, nos divertir, descansar, acalentados por um bom repouso. Ao mesmo tempo nos deu a sabedoria para vivermos unidos e transformar essa sabedoria em algo positivo que faça com que todos vivam unidos na convivência fraterna.

Precisamos resgatar os valores éticos e morais do respeito, buscando na dignidade humana o alicerce de integração entre as pessoas. Fazendo com que todas as instituições sejam valorizadas na sua essência. E possamos nos olhar com amor, seja qual posição social que ocupa na vida, com a verdadeira integração entre as raças, cores, língua ou descendência porque todos somos irmãos, filhos de um mesmo Deus Pai, que nos ama indistintamente.

 

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