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Rabiscos do Silêncio: Limpar para viver – Por Carlos Staczewski

 

A urgência por medidas mais cabíveis, que realmente façam a diferença, diante do cenário que se apresenta em relação ao meio ambiente é preocupante. Isso porque o debate não pode se resumir somente a diplomatas, cientistas e ambientalistas que se reúnem com a programação da Organização das Nações Unidas e pouco ou quase nada muda em relação a prática do cotidiano das pessoas.

É preciso desburocratizar essa centralização de ideias e trabalhar o conjunto de ações que aproxime as pessoas de uma forma geral, na convergência de opiniões com políticas públicas para dar crédito aos sinais que estão acontecendo por todas as partes do mundo. Secas e enchentes, frio e calor acima da média. Tudo isso nos leva a refletir e tomarmos atitudes que possam frear o aquecimento global que estamos sentindo na pele.

Deve-se despertar ideias de preservação, inovação e cuidado com o meio ambiente, porque hoje mais de 300 mil pessoas morrem a cada ano e 300 milhões são afetadas com enchentes, secas e tempestades. Quem mais sofre com esses eventos climáticos é a classe pobre, ribeirinhos, favelas ou casas com precárias condições de resistência contra tempestades e chuvas em excesso.

Mas o que afeta a pureza do clima na biosfera, até a atmosfera é a poluição. São 36 bilhões de toneladas de CO2 por ano, isso equivale a 6 toneladas por pessoa, sendo a média normal de 2 toneladas.  Significa dizer na prática que a cada tonelada de CO2 que jogamos na atmosfera se perde três metros quadrados de gelo polar.  É claro que o gelo polar se recompõe, porém o degelo que estamos vendo só está aumentando e não diminuindo, com isso aumenta o desequilíbrio em todo o planeta.

A concentração de dióxido de carbono em 2016 atingiu a média de 410 partes por milhão, sendo que o nível seguro seria de 350 partes por milhão. Outro dado importante que é bom ressaltar é que se a emissão de gases do efeito estufa continuar dessa maneira até 2050, no verão o Ártico ficará completamente sem gelo. Esse acontecimento se deu há 125 mil anos atrás. São dados que nos devem preocupar, porque o aquecimento global é real e não algo distante, ludibriado por falsas teorias do sistema capitalista.

E soluções existem, mas é preciso trabalhar na direção da amplitude das ideias. Tais como o uso de biocombustíveis (biodiesel e etanol) em substituição à gasolina e ao olho diesel. Os carros de combustão devem dar lugar aos automóveis elétricos. Dar prioridade ao transporte público, evitando o fluxo intenso de veículos. Um grande investimento em energia limpa e renovável tais como a solar e eólica. As indústrias com a pecuária terão que fazer um esforço enorme para mudar a forma de produção.

Também viabilizar produtos sem o uso de venenos, assim, mais uma vez a saída será a produção de sementes crioulas ou orgânicas. Também evitar o desmatamento ilegal e incentivar e fiscalizar a renovação de áreas com matas nativas. Saber usar corretamente a água e a energia elétrica, evitar o desperdício dos alimentos, usar corretamente o lixo para que ocorra o reaproveitamento ou reciclagem, não deixando acumular tantos resíduos sólidos porque isso gera muitas doenças e também gases que promovem o efeito estufa.

A natureza precisa ser respeitada e não explorada, pois diariamente ela fornece bens que nos fazem viver a vida organizadamente. Temos água, solo, ar e sol que foram feitos para vivermos em paz e harmonia. E todos nós fazemos parte deste universo para integrar e não destruir, desintegrar e desorganizar a forma com que ela se manifesta em nós e para nós. Precisamos de atitudes que façam compreender a vida com suas células vivas e onde o trabalho, a dignidade e o respeito devam nos mover para uma mudança de hábitos.

Sabendo que, com o aumento das temperaturas, aumentarão também as doenças relacionadas ao aquecimento global, pois o mosquito Aedes aegypti é um dos exemplos que tem provocado males sem fim com as doenças que ele transmite: dengue, chikungunya e zika. Este é exemplo claro do que a ação humana está provocando na natureza e a humanidade é quem mais destrói, polui e modifica. Precisamos buscar o verdadeiro equilíbrio entre nós, seres humanos, a natureza, a consciência e Deus, porque quem ama cuida e somente o amor nessas quatro dimensões poderá justificar os estragos que estamos provocando na organização da mãe natureza.

 

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