Homenagens marcam 4 anos do incêndio na boate Kiss

 

Tragédia que vitimou 242 pessoas completa quatro anos nesta sexta-feira / Foto: Reprodução reportagem da RBS TV

A madrugada desta sexta-feira, 27 de janeiro, foi marcada por homenagens às vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, onde 242 pessoas morreram há quatro anos.

A concentração começou ainda na noite de ontem, na Praça Saldanha Marinho, e em silêncio, o público caminhou até a frente da boate, onde permaneceu até as 2h30 desta sexta, mesmo horário em que teve início o incêndio.

Durante a vigília, as famílias rezaram e cantaram juntas. Em frente à boate foram deixadas flores, velas e mensagens de saudades, dor e revolta dos pais, amigos e familiares das vítimas.

A programação de homenagens continua durante esta sexta-feira com várias atividades, entre elas uma conversa com profissionais que atuam em atividades ligadas à tragédia, apresentações, musicais, culto ecumênico e a soltura de 242 balões com o nome das vítimas.

Processos na Justiça

De acordo com a Vara Cível da Fazenda Pública, desde o incêndio, a Justiça já recebeu mais de 370 ações com pedidos de indenização familiares de vítimas e sobreviventes da tragédia. Do total, 250 ainda estão em andamento e 20 processos já foram julgados.

Na semana passada, duas ações resultaram em condenação a pagamentos de indenização. Uma sobrevivente obteve R$ 20 mil para continuidade de tratamento, mas a decisão cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Já familiares de uma das vítimas conseguiram quase R$ 200 mil.

Petição à OEA

Na última quarta-feira, dia 25, foi apresentado o teor de uma petição internacional dirigida à Organização dos Estados Americanos (OEA)  que pede a responsabilização do Brasil pela violação dos direitos das famílias das vítimas do incêndio.

A denúncia partiu de várias entidades e tem por objetivo cobrar a responsabilização de entes públicos que se omitiram em relação aos problemas da casa noturna que permitiram o incêndio.

A Comissão Interamericana da OEA investiga a situação e pode formular recomendações ao Estado responsável, para que, por exemplo, situações similares não ocorram novamente e para que os fatos ocorridos sejam investigados e reparados.

Com informações do Portal G1 RS

 

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