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Rabiscos do Silêncio: O cafezinho do seu Ênio – Por Carlos Staczewski

 

rabiscos-2Uma vez por semana tenho reservado para sair em viagens para outras cidades com o intuito de divulgar o meu trabalho. Faço isso porque entendo que é preciso estar aberto aos leitores e também para conquistar de novos horizontes na área do conhecimento e não ficar restrito aos escritos. Alimentando esses propósitos me sinto bem em meio as pessoas que transmitem muitas vibrações positivas, por onde tenho passado.

Então, sempre antes de embarcar no ônibus que me leva ao destino proposto pelo meu pensamento e também para entregar os pedidos dos livros que as pessoas fazem através dos diversos meios de comunicação, dentre eles a internet, passo na estação rodoviária de Tenente Portela, retiro a passagem e pego o jornal que a moça atendente tão gentilmente me passa. Após, me dirijo à sala na padaria da rodoviária e vou folheando o jornal para ficar sintonizado com as notícias.

Mas em meio ao tempo de minha leitura, a espera do ônibus, onde às vezes surgem pessoas para conversar comigo, existe algo que me faz preencher o tempo com mais sabor: é o cafezinho do padeiro Ênio Morais. Bem suave, quentinho, no ponto ideal. Vou degustando com calma, enriquecendo o conteúdo das minhas inspirações na autenticidade de viajar com respostas mais positivas no corre-corre do cotidiano. Depois chega o ônibus e viajo tranquilo na direção de novos conhecimentos.

Dentro deste espírito de amizades e da vida que precisa cada vez mais ser alimentada com coisas simples, pelas quais nos fazem criar raízes profundas de gentilezas de pessoa para pessoas, os valores de comungar a partilha de um bom chimarrão,  cafezinho, chazinho, bolachas ou até mesmo pasteis, penso que não podem ser esquecidas ou substituídas entre os vizinhos, parentes e amigos, pela rotina das tarefas de todos os dias.

As pessoas precisam reservar seu tempo para depois do expediente, pelo menos uma meia hora,  para conversar com os amigos, visitar algum enfermo, fazer um passeio com o filho – quem tiver – ou os filhos com seus pais  e vice-versa. Isso ajuda e motiva as pessoas entre si a não caírem na rotina. No interior era mais comum essa troca de experiências entre os vizinhos, pois após uma chuva que não permite a lida de campo ou aos domingos  visitarem-se era rotina. Mas infelizmente, com a redução do número dos membros familiares esse hábito ficou debilitado.

Essa prática ajuda-nos a perceber-nos mutuamente e desprende nosso interior das coisas pesadas que a exterioridade desse mundo oferece. Sem falar que o contato com outras pessoas através de uma conversa amistosa, sem rasuras de defeitos, fortalece o corpo na direção da alegria, o espírito na motivação e a alma pela transparência da presença de Deus e tudo se completa na  organização do tempo para as outras atividades.

Compartilhar da vida nestas dimensões é saber suscitar em nós a responsabilidade de transmitir positivismos transparentes, os quais não nos deixam ter julgamentos pesados, desequilibrados e desonestos a respeito das outras pessoas. Também refina o sentimento, abastecendo nossas vidas de paz e amor, porque cada um de nós tem seus defeitos particulares, mas isto não nos impede de buscarmos o equilíbrio entre a fé e a razão de ser de cada um de nós.

Alimentando esses propósitos, a vida ganha uma profunda leveza de inovação em nós mesmos. E assim nasce a renovação automática do nosso sentimento, na prática da revelação das outras pessoas como membros atuantes da igualdade, sem limites para serem amadas e perdoadas. Lembrando que elas também necessitam de sentimento renovador para a busca da felicidade, na acolhida da perceptividade humanitária, com a segurança benéfica na experiência partilhada.

 

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