Clique aqui para acessar

Rabiscos do Silêncio: Tragédia, solidariedade e recomeço

 

Terça-feira, 29 de novembro de 2016, data que ficará registrada nas nossas vidas com um dos fatos mais marcantes da história da aviação brasileira e mundial.  Foram 71 vidas ceifadas pelo terrível acidente aéreo em Medelim, na Colômbia. Foi praticamente o time ou clube inteiro da Chapecoense, a “Chape”, incluindo jogadores, comissão técnica, repórteres, jornalistas e torcedores, restando seis sobreviventes que a vida com sua interpretação confirmará o procedimento adequado desse acontecimento.

O que chama a atenção de todos nós é a extraordinária organização de um time que soube driblar etapas e subir bem rápido da série D para a A, no futebol brasileiro, e tão logo chegar a disputa da decisão na Copa Sul-Americana. É todo um espírito comunitário que tomou conta da paixão da cidade de Chapecó-SC. O trabalho de empresários, torcedores e a união das diretorias que lapidaram as experiências de outros ramos da sociedade e agregaram o conhecimento prático ao conjunto da doação e do amor ao seu time de futebol, como uma família.

É visto que essa união trouxe-nos muitas lições de um comportamento positivo do como se interpreta o tratamento que devemos dar quando ao assunto é formação de ideias. No saber ouvir e justificar o trabalho em equipe, na atitude do respeito pelo profissional por se tratar de pessoas  que se sintam bem no sentido de coletividade pelo trabalho em equipe.

Todo esse esforço e bem estar fez com que o sucesso fosse aclamado e assumido por tão curto espaço de tempo, porque quem trabalha com alegria e motivação, o resultado se responsabiliza de trazer sucesso, contemplando a todos os que estiverem empenhados pela boa atitude em perseverar até o fim de cada batalha.

Mas o que mais marca em um acontecimento é a solidariedade em redor do fato. Foram diversos meios de tentar diminuir a dor e o sofrimento daquela agremiação de Chapecó, a qual  merece todo o apoio possível para que possa se restabelecer e voltar a trazer-nos alegrias no esporte que muito bem têm proporcionado a todos os que têm o seu time e se identifica como torcedor.  E este apoio deve continuar até a “Chape” se restabelece no patamar que merece com novas conquistas pelo mundo futebolístico.

Porém, recomeçar é necessário porque de todos os acontecimentos se tiram lições e nós estamos sujeitos a sofrer de alguma anormalidade com nossas vidas. O que aconteceu já faz parte do tempo que passa. Converter os acontecimentos com julgamentos  que gerem sabedoria e discernimento para com tantas outras pessoas  que sofrem de angústia, dor e tristeza nos mais variados tipos de manifestações. Procurar ampará-los na justificativa de compreender o momento desfavorável que por algum motivo se implantou em sua convivência.

Aproximar as pessoas através do valor com que cada um traz dentro de si, resgatando o sentimento renovador de esperança, coragem e inovação, porque tudo é questão de interpretação e poderá servir de base para o aprimoramento da nossa fé na vida que segue. Saber levantar as pessoas que sofrem de alguma queda física,  emocional, psicológica ou moral com as suas vidas. Dando a devida atenção de acolhida.

Não se deve fazer dos fatos e acontecimentos motivos de sensacionalismo porque isso empobrece os valores cristãos. Mas, sobretudo preencher o vazio das pessoas atingidas com nossa ajuda espiritual e material, apoiando  no que for necessário, a fim de que estas pessoas tenham forças de reorganizarem suas vidas. E muitas vezes a busca de uma nova direção precisa ter orientação da nossa vontade no saber ver, analisar e trabalhar para que o alívio da dor seja amenizada com nossa presença sentida e acolhida através do movimento contínuo e respeitoso por cada sentimento que a vida nos apresenta.

 

Por Carlos Staczewski – Edição Marlene Staub

Artigos relacionados

Fechar
%d blogueiros gostam disto: