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Arena Condá e estádio Atanasio Girardot ficam lotados em homenagens à Chapecoense

 

Arena Condá ficou lotada em homenagem às vítias da tragédia / Foto: Reprodução Agência Brasil - Daniel Isaia
Arena Condá ficou lotada em homenagem às vítias da tragédia / Foto: Reprodução Agência Brasil – Daniel Isaia

Dezenas de milhares de pessoas lotaram a Arena Condá, estádio da Chapecoense, na noite dessa quarta-feira, 30 de novembro, para homenagear as vítimas do acidente aéreo na Colômbia. O avião que caiu levava a delegação do clube catarinense e jornalistas para Medellín, na Colômbia, onde seria disputada a primeira partida da final da Copa Sul-americana contra o Atlético Nacional. A homenagem aconteceu no horário em que estava previsto o jogo entre as duas equipes.

A emoção tomou conta da multidão desde a chegada ao estádio. Nas ruas de Chapecó, parecia não haver outro destino possível que não fosse a Arena Condá: grupos de amigos e famílias inteiras caminhavam rumo ao estádio vestindo as cores da Chapecoense e carregando faixas e bandeiras do clube.

As arquibancadas ficaram completamente lotadas. Os torcedores passaram a noite entoando cantos de apoio, em um esforço para mostrar ao mundo que o Verdão do Oeste não vai morrer com a tragédia que levou grande parte de seus jogadores, dirigentes e comissão técnica.

Com a presença no gramado de parentes das vítimas e de atletas que não foram relacionados para a viagem, a homenagem teve uma celebração religiosa em nome dos mortos. Em seguida, no auge da cerimônia, o telão da Arena Condá exibiu os nomes e as fotos de todas as 71 pessoas que morreram no acidente, momento que levou a multidão às lágrimas.

Fãs do Atlético Nacional fazem homenagem no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia / Foto: Reprodução G1 - Fernando Vergara - AP Photo
Fãs do Atlético Nacional fazem homenagem no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia / Foto: Reprodução G1 – Fernando Vergara – AP Photo

As homenagens aconteceram simultaneamente na Arena Condá e no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia. O palco que deveria celebrar uma final inédita da Copa Sul-Americana tornou-se um dos locais de uma das mais belas homenagens já vistas no mundo do futebol. Além das milhares que ficaram do lado de fora, mais de 40 mil pessoas lotaram a casa do Atlético Nacional para homenagear as vítimas da tragédia.

Representando o Brasil em Medellín, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, fez um discurso emocionado. “Nós brasileiros não esqueceremos jamais a forma como os colombianos sentiram como seu o terrível desastre que interrompeu o sonho da heroica equipe da Chapecoense. Assim como não esqueceremos a atitude do Atlético Nacional e de todos os torcedores que pediram que se concedesse o título da Copa Sul-Americana à Chapecoense. Um gesto que honra o esporte e que honra a querida cidade de Medellín”, disse.

“A tragédia que vitimou também jornalistas e membros da tripulação e as inúmeras manifestações de carinho para a Chape no Brasil, na Colômbia e no mundo são testemunhas da importância da nobreza do esporte como catalisador dos melhores sentimentos humanos, como arma para combater a intolerância, como instrumento para construirmos um mundo melhor”, disse Serra, lembrando que as cores da Chapecoense e do Atlético são verde e branco, “esperança e paz”.

Os nomes de todas as vítimas – incluindo os jornalistas e a tripulação que faleceram – foram declamados sob muitos aplausos.

Fonte: Agência Brasil

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