Governo do RS extingue 9 fundações e reduz número de secretarias

 

Foto: Reprodução Palácio Piratini - Luiz Chaves
Foto: Reprodução Palácio Piratini – Luiz Chaves

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciou na tarde desta segunda-feira, 21 de novembro, o pacote com o objetivo de conter a crise financeira no estado. Entre as medidas a serem encaminhadas para a Assembleia Legislativa estão a extinção de nove fundações e outros dois órgãos ligados ao Executivo e a redução no número de secretarias, que passa de 20 para 16, com quatro fusões.

O governo espera que as medidas proporcionem aos cofres do estado uma economia de R$ 146,9 milhões. Caso o pacote seja aprovadas pela Assembleia Legislativa, será instituído um grupo de trabalho para acompanhar a implementação das mudanças.

“Trago a bem verdade medidas duras, mas que desenham um novo estado e novo futuro com mais qualidade de vida apoiado no empreendedorismo na sustentabilidade e na Justiça Social. Um estado mais moderno que sirva as pessoas e promova o desenvolvimento”, disse o governador durante a apresentação do tema. “Lamento que uma parte da esquerda não tenha entendido isso. Não se faz justiça social sem equilíbrio das contas, e quem diz o contrário está mentindo para a população.”

Entre as 19 fundações, 10 continuarão funcionando. Serão extintas a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), a Fundação Cultural Piratini (FPC, que mantém a TVE), a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), a Fundação de Economia e Estatística (FEE), a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps), a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), a Fundação de Zoobotânica (FZB) e a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).

Serão desligados os funcionários da Cientec, FCP, FDRH, FZB e Metroplan. No caso da FEE, serão mantidos os 52 servidores que têm estabilidade. Os estatutários da Fepagro serão vinculados à Secretaria da Agricultura. No caso da FIGTF, o governo diz que o quadro ficará em extinção, vinculado à Secretaria da Cultura.

Em relação à FEPPS, os trabalhadores cedidos retornarão às secretarias de origem e os cargos de confiança serão extintos. O governo também vai extinguir 1.250 cargos abertos, e abrir 74 cargos na Saúde para manter os serviços prestados pela fundação. O projeto prevê ainda que o Laboratório Farmacêutico do RS (Lafergs) fique vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

O governo ainda extinguirá outros dois órgãos: a Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (Corag) e a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH). Respectivamente, a Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) e a Superintendência do Porto do Rio Grande absorverão as demandas.

A Secretaria Geral do Governo (SGG) e a Secretaria do Planejamento (Seplan) serão fundidas, formando a nova Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão. As pastas do Trabalho e da Justiça vão compor a Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho e Justiça. As secretarias do Turismo e da Cultura darão lugar à Secretaria da Cultura, Turismo e Esporte e as pastas de Obras e de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos serão transformadas na Secretaria de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio.

Fonte: G1 RS

 

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