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Ex-governador Anthony Garotinho é preso pela PF no Rio de Janeiro

 

Foto: Reprodução página oficial no Facebook
Foto: Reprodução página oficial no Facebook

O secretário de Governo de Campos dos Goytacazes e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 16 de novembro, no Flamengo, Zona Sul do Rio.

Garotinho é um dos investigados na Operação Chequinho, que apura o uso do programa social Cheque Cidadão para compra de votos na cidade em 2016. Segundo o Ministério Público Estadual, em troca dos votos, a prefeitura oferecia inscrições fraudulentas no programa, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário. A iniciativa é semelhante ao Bolsa Família e foi criada para atender a população de baixa renda.

A PF cumpriu também oito mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão e um de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois liberada).

Anthony Garotinho foi governador do estado do Rio de 1998 a 2002, quando concorreu à presidência, sendo derrotado pelo ex-presidente Lula. Sua mulher, Rosinha Garotinho, foi eleita governadora do estado, e ele foi secretário de Segurança de seu governo. Neste período, uma série de denúncias de crimes eleitorais e comuns recaíram sobre o casal.

Defesa

No dia 9 de novembro, um pedido de habeas corpus de Garotinho havia sido negado pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100º Zona Eleitoral de Campos.

O advogado Fernando Augusto Fernandes, que defende Garotinho, afirmou nesta quarta que o decreto de prisão “vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do Superior Tribunal Eleitoral”. Por meio de nota, a defesa diz ainda que a comarca é alvo de denúncia de abusos de maus-tratos a pessoas presas ilegalmente

Uma publicação no Blog do Garotinho diz que não dá provas contra o ex-governador e que a operação se baseia em depoimentos de “pessoas que foram coagidas a dizer ao delegado que havia participação política no programa, pois senão ficariam presas”.

 

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