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Operação Lava Jato deverá ganhar as telas de cinema em 2017

Mural exibe o elenco do filme, com os intérpretes de Lula e Odebrecht em aberto / Foto: Reprodução Yahoo Notícias
Mural exibe o elenco do filme, com os intérpretes de Lula e Odebrecht em aberto / Foto: Reprodução Yahoo Notícias

O enorme escândalo de corrupção no Brasil saltará dos noticiários para as salas de cinema e o canal de conteúdo em streaming Netflix no próximo ano, quando diretores concorrentes transformarão o suspense da vida real em entretenimento.

Há dois anos os brasileiros assistiram, surpresos e aterrorizados, ao início da chamada “Operação Lava Jato”, que já teve diferentes alvos: do ex-presidente Lula até os ricos executivos, alegando apropriação indébita em massa na Petrobras.

“Nosso objetivo é fazer um filme comercial”, disse o diretor Marcelo Antunez, cuja produção, intitulada “Polícia Federal – a lei é para todos”, tem estreia prevista para maio. Ele disse também que irá abordar o drama desde o início, quando a polícia descobriu que uma quadrilha movimentava dinheiro do mercado negro usando um posto de gasolina em Brasília – com uma pequena ideia de onde a investigação poderia chegar.

“É uma história muito complexa, não só porque muda todo dia, mas porque isso começou como uma pequena investigação”, afirmou Antunez em uma entrevista em sua produtora no Rio de Janeiro. “Estamos fazendo instantâneas o tempo todo para conseguirmos compreender”.

As filmagens começaram este mês em Curitiba, cidade onde a equipe da Lava Jato se concentra. Uma série ainda sem nome produzida pelo Netflix também deverá estrear no próximo ano, com direção de José Padilha, um dos cineastas brasileiros de maior sucesso.

Lado humano

Segundo Antunez, os produtores do filme poderão ver o interior dos escritórios em Curitiba, apesar de só poderem filmar o lado de fora. Eles também contarão com a ajuda da polícia em cenas que envolvem oficiais armados e helicópteros, mas as inúmeras entrevistas com agentes e promotores significam que o script será “muito factual”. Tratar os oficiais como celebridades não é a ideia, afirmou o diretor.

O maior desafio, de acordo com Antunez, é saber onde parar a história. Provavelmente escolherá o momento de grande tensão quando Lula foi detido brevemente em março para depor.

Fonte: Yahoo Notícias

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