Governo do RS sugere linha de crédito do BNDES para fechar contas

 

Foto: Reprodução Palácio Piratini - Leandro Osório
Foto: Reprodução Palácio Piratini – Leandro Osório

Repleto de dívidas, o governo gaúcho ainda não sabe precisar de onde sairão os recursos para fechar as contas do ano e fazer o pagamento do 13º salário dos servidores públicos do Rio Grande do Sul. Uma das alternativas apontadas pela Secretaria da Fazenda é pedir, mais uma vez, socorro financeiro à União.

De acordo com a Fazenda, seria necessário pelo menos R$ 1,3 bilhão para cumprir o compromisso do 13º. Até o dia 20 de dezembro, prazo definido pela constituição estadual para o pagamento, o governo pretende buscar fontes extraordinárias de receita.

No último dia 4, durante uma reunião no Rio de Janeiro entre os secretários de Fazenda de todo o país para discutir o déficit previdenciário, o secretário gaúcho Giovani Feltes aproveitou para tratar sobre o 13º. A proposta é pedir uma linha de crédito ao BNDES para garantir o pagamento do funcionalismo.

“O fato é que a situação que estamos enfrentando é resultado de uma herança sem a mínima responsabilidade fiscal, com gastos muito acima da capacidade de receita, situação que se agravou diante de uma crise sem precedentes na economia do país”, declarou Feltes após a reunião.

Em entrevista à RBS TV, Sartori já havia se manifestado, ainda antes dessa última reunião, avisando que está fazendo todos os esforços possíveis. “Nós estamos fazendo de tudo para encontrar uma maneira, como encontramos no ano que passou, para pagar o 13º”, assegurou o governador.

O 13º salário referente ao ano de 2015 foi depositado pelo governo gaúcho apenas no dia 21 de junho deste ano.

Salários parcelados

Em 2016, os salários vêm sendo pagos de forma fatiada desde o mês de fevereiro. Já são nove parcelamentos consecutivos. O governo justifica os atrasos com base na arrecadação, que teria despencado de 2014 para 2015, devido ao mau momento econômico enfrentado pelo país.

A redução da receita também refletiu numa queda de 54% nos investimentos feitos pelo estado neste período, segundo dados da Assembleia Legislativa, além do atraso de, em média, 40 dias no pagamento de fornecedores, conforme a Secretaria da Fazenda.

 

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