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Rabiscos do Silêncio: Triste realidade – Por Carlos Staczewski

 

rabiscos-2O direito a uma vida digna, com trabalho, justiça e segurança em todos os sentidos, coloca em evidencia o quanto a ganância tem trazido muitos males para a sociedade. Isso porque enquanto uma minoria está com excesso de riqueza e na busca desenfreada de acumular bens materiais, outra grande parcela vive a realidade da má distribuição da renda e consequentemente sofre privações ao dever da dignidade humana.

Mas existe outro tipo de exploração bem mais terrível e comprometedor que é o tráfico de pessoas pela ganância de dinheiro, as quais são exploradas com seus próprios corpos tornando-se mercadoria ou objetos, movidas pelo sexo ou pelo trabalho escravo. Vivendo em um regime de escravidão e dominação, longe de sua liberdade de desenvolvimento intelectual, moral e psicológico. Tendo uma vida indigna e injusta na qual precisam se submeter à vontade a mando de terceiros.

Segundo dados da ONU, no ano de 2015, 2, 5 milhões de pessoas foram traficadas no mundo. Destas 48% foram submetidas à exploração sexual e 36% a trabalhos forçados. De todas as pessoas traficadas, 59% são mulheres adultas. 14% são homens adultos e 27% são crianças. Gerando em torno de US$ 32 bilhões de lucro e que se posiciona em segundo lugar de negócios ilícitos tendo em primeiro lugar o tráfico de armas.

Estima-se que no Brasil 150 mil pessoas estejam vivendo em regime de escravidão, tanto no trabalho como na exploração sexual ou prostituição, atingindo principalmente as mulheres pobres e negras com baixa escolaridade que vivem nas periferias das cidades. Porém é nas estradas com a prostituição infantil que esta realidade fica mais evidente. Dados da Polícia Federal (2011 e 2012) confirmam a existência de 1.776 pontos vulneráveis a prostituição infantil, destes 103 pertencem ao Rio Grade do Sul.

Aliado a esse tipo de violência está o estupro. No Brasil a cada 10 minutos uma mulher ou crianças é estuprada. Mas o que mancha e compromete esta realidade é o estupro que acaba em morte ou lesões graves na vítima. E o pior, na maioria das vezes acontece dentro da própria família. Assim muitos destes casos vêm acompanhados do uso de drogas e outras vícios que comprometem ainda mais a convivência das pessoas.

E uma pessoa que sofre este tipo de violência fica com sua vida comprometida em vários aspectos: psicológicos, morais e também a sua autoestima baixa sensivelmente, porque mexe com toda sua estrutura de crescimento intelectual, físico e comportamental. Fica com uma carga enorme para o resto da sua vida, pois o trauma lhe causa grandes dores de relacionamentos, inclusive se a pessoa não tiver a quem recorrer, como uma pessoa amiga ou algum psicólogo, alguém que compreenda o seu problema, poderá desencadear em uma terrível depressão.

Enquanto não existir forças que sejam capazes de diluir este problema e tenham condições de fazer prevalecer o respeito pela pessoa humana com leis mais rígidas que façam valer o bem comum de todos, a situação ficará cada vez mais complicada, porque pouca coisa muda na mente do estuprador se ele ficar preso por um tempo e logo é solto. É preciso criar leis que protejam as vítimas destes tipos de retrocesso. Mas para isso é necessário que haja união de todos os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, com os Deputados, Senadores, também a presidência com os ministérios e todas as esferas da sociedade.

Porque ficar brigando por poder é muito fácil e comprometedor. Difícil é criar o entendimento e o diálogo entre ambas as partes. E a sociedade precisa de proteção, principalmente as pessoas mais indefesas que são as crianças, adolescentes e jovens. Uma sociedade equilibrada se alimenta de pessoas cultas, responsáveis e de boa conduta. E onde paira o respeito, cordialidade e a educação, tudo se complementa. Mas não podemos ficar submissos a esses problemas tão graves como é o trafico de pessoas, o estupro e todos os tipos de violência que tiram a tranquilidade e o sossego das pessoas de bem.

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