Cpers pede impeachment de Sartori por atrasos de salário – Portela Online
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Cpers pede impeachment de Sartori por atrasos de salário

 

Foto: Reprodução Palácio Piratini - Luiz Chaves
Foto: Reprodução Palácio Piratini – Luiz Chaves

O Cpers, sindicato que representa os professores estaduais, entregou no fim da manhã desta segunda-feira, 24 de outubro, um pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori (PMDB). Na proposta de impedimento, protocolada na Assembleia Legislativa gaúcha, os professores alegam que Sartori descumpre decisão judicial que obriga o pagamento em dia dos salários da categoria.
O pedido foi entregue pela presidente do Cpers, Helenir Schürer, à presidente da Assembleia, deputada Silvana Covatti (PP). Helenir garantiu que o processo tem base legal e constitucional.

“Posso dizer com toda tranquilidade que hoje entregamos um processo de pedido de impedimento com base legal e constitucional. Não cumprimento de ordem judicial é um (dos motivos). Não cumprimento do artigo 35 da Constituição, de não pagar os servidores até o último dia do mês trabalhado, é outro”, detalhou Helenir.

Caberá à presidente da Assembleia gaúcha dar prosseguimento ou arquivar o pedido do sindicato. Silvana Covatti disse que estudará o pedido de impeachment de Sartori e que tomará a decisão após consultar a Procuradoria do Legislativo para análise jurídica. A deputada, que integra a base aliada do governador na Assembleia, disse ainda que o pedido tramitá normalmente na Casa.

“Quero dar um carinho muito especial nessa questão porque se trata do Poder Executivo, de um governante do nosso Estado. Então (darei) os trâmites normais da Casa. Vou analisar e encaminhar à Procuradoria da Casa para uma análise profunda com responsabilidade e muito compromisso. Porque esse é um pedido que não é normal. Temos que dar atenção especial e analisar todos os critérios”, afirmou a ex-professora, atualmente deputada estadual.

Este é o segundo pedido de impeachment protocolado contra Sartori na Assembleia. O primeiro, em 2015, não teve a tramitação aceita pelo então presidente Edson Brum, do PMDB, mesmo partido do governador.

Piratini fala em radicalização política

Ainda antes do pedido do Cpers ser apresentado, o Palácio Piratini emitiu nota classificando o pedido como “inconsistente” e apontando que a entidade de professores promove a “radicalização política”. Leia a íntegra abaixo:

O pedido de impeachment protocolado pelo Cpers-Sindicato faz parte de sua conhecida radicalização política. Além de ser inconsistente, não ajuda o Estado a superar a crise financeira e a melhorar a qualidade do ensino. A Assembleia Legislativa saberá dar o devido encaminhamento à questão.

Fonte: Rádio Guaíba

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